sexta-feira, 20 de julho de 2012

FOLCLORE BRASILEIRO

LENDAS FOLCLORICAS

Lenda do Caipora - folclore
Lenda do Caipora 
Origem da lenda do Caipora, personagem do folclore brasileiro, lenda, surgimento
Caipora Caipora: defensor dos animais da floresta
 
Lenda do Caipora 
Montado em um porco selvagem, o caipora anda nu pela floresta e domina todos os animais. De acordo com a lenda, ele ataca os caçadores que não cumprem os acordos de caça feitos com ele. Assim como o Curupira, de quem possui um parentesco, sua missão é proteger os animais da floresta.

Forma de agir 
De acordo com a lenda, o Caipora é o terror dos caçadores que caçam além das necessidades. O Caipora usa todos seus conhecimentos sobre a vida na floresta para fazer armadilhas para os caçadores, destruir suas armas e bater nos cães de caça. O caipora assusta os caçadores, reproduzindo sons da floresta, além de modificar os caminhos e rastros para fazer com que os caçadores se percam na floresta.

Ainda diz a lenda que aos domingos, sextas-feiras e dias santos o Caipora age com mais força e de maneira mais intensa. Uma forma de escapar da ação do Caipora é oferecer-lhe fumo de corda e outros presentes, que devem ser deixados próximos ao tronco de uma árvore, de preferência numa quinta-feira. Mesmo assim, não é garantia de que o Caipora não irá agir, pois dizem que ele pode ser traiçoeiro.

 
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- O Caipora
  Autor: Calon, Dala
  Editora: Biblioteca 24 horas
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Contos
- A hora da Caipora
  Autor: Chamlian, Regina
  Editora: Ática
  Temas: Folclore, Cultura Popular
- Lenda do Caipora
  Autor: Silva, Gonçalo Ferreira da
  Editora: Ablc
  Temas: Folclore, Cultura Popular





Danças Folclóricas do Brasil
O que são
danças folclóricas, coreografia, músicas, instrumentos musicais, história, principais danças, aspectos culturais
Dança Folclórica Maracatu: dança folclórica típica de Pernambuco
 
Introdução 
As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.
Principais danças folclóricas do Brasil

Samba de Roda

Estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgiu no estado da Bahia, no século XIX. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.

Maracatu

O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás).

Frevo

Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.

Baião

Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. A dança ocorre em pares (homem e mulher) com movimentos parecidos com o do forró (dança com corpos colados). O grande representante do baião foi Luiz Gonzaga.

Catira

Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos.

Quadrilha

É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.
 
 
 
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Veja também:
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Bibliografia indicada:
- Arranjos e Músicas Folclóricas
  Autor: Toni, Flávio Camargo
  Editora: Lua Music
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Música Folclórica
- Cem Melodias Folclóricas - Documentário Musical
  Autor: Araújo, Alceu Maynard
  Editora: Martins Editora
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Música, Artes
- Dicionário das manifestações folclóricas de Pernambuco
  Autor: Coimet, Yracilda Farias
  Editora: UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
  Temas: Folclore Brasileiro, Cultura Popular






Lenda do Saci-Pererê
Origem da lenda do Saci, características principais, personalidade, histórias e lendas da floresta, folclore nacional, cultura popular do interior do Brasil, cultura afro-brasileira, Dia do Saci
SACI-PERERÊ - FOLCLORE BRASILEIRO Saci-pererê: um dos mais populares personagens do folclore brasileiro
 
Quem é o saci 
O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possuí até um dia em sua homenagem: 31 de outubro. Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.
Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num  jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma. 
O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. 
Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”. 
Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. 
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos.  
Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.
Dia do Saci
Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país. 
Curiosidade:
- O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre. 
 
 
 
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Veja também:
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Bibliografia indicada:
- A Lenda do Saci-pererê em Cordel - Coleção Mistura Brasileira
  Autor: Marco Haurélio
  Editora: Paulus
 Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas Brasileiras
- O Saci-pererê - Resultado de um Inquérito
   Autor: Monteiro Lobato
   Editora: Editora Globo
  
Temas: Folclore brasileiro, Cultura Popular, Lendas
Filme sobre o Saci-Pererê:
- O Saci
Direção: Rodolfo Nanni
Ano: 1951
Gênero: infantil, folclore nacional, cultura popular
Resumo do filme: adaptado da obra de Monteiro Lobato, o filme mostra as aventuras de Pedrinho, Narizinho e Emília que tentam capturar o Saci e colocá-lo dentro de uma garrafa.
Documentário:
- “Somos todos Sacys”
  
Direção: Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha
   Ano: 2005
   Resumo: entrevistas com pessoas que dizem ter visto o Saci na região rural do Vale do Ribeira (interior do estado de São Paulo).
   



Parlendas
O que são parlendas, exemplos de parlendas populares, folclore, brincadeiras infantis, versos
parlendas - folclore Parlendas: versos e diversão
 
O que são
As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.
Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
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Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
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Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...
(continua...)
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– Cala a boca!
– Cala a boca já morreu
Quem manda em você sou eu!
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- Enganei um bobo...
Na casca do ovo!
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Fui à feira
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
Ela me chamou de cara suja
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Uma pulga na balança
Deu um pulo
E foi a França
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Era uma bruxa
À meia-noite
Em um castelo mal-assombrado
Com uma faca na mão
Passando manteiga no pão
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Chuva e Sol,
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva
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Tá com frio?
Toma banho no rio
Tá com calor?
Toma banho de regador
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Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.
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Lá em cima do piano tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
O culpado não fui
EU 
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Rei, capitão,
soldado, ladrão.
moça bonita
Do meu coração
 
 
 
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Veja também:
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Bibliografia Indicada:

- O Jogo da Parlenda
   Autor: Prieto, Heloisa
   Editora: Companhia das Letrinhas
   Temas: Folclore Brasileiro, Cultura Popular
- Salada, Saladinha - Parlendas - Série na Panela do Mingau
   Autor: Pamplona, Rosane; Nóbrega, Maria José
   Editora: Moderna
   Temas: Folclore, Cultura Popular
- Bão - Ba - La - Lão e Outras Parlendas
  Autor: Romero, Silvio
  Editora: Scipione
  Temas: Folclore, Cultura Popular




Lenda da Mula-Sem-Cabeça 
Origem da lenda da Mula-sem-cabeça, personagem do folclore brasileiro, lendas e mitos, características
lenda da mula-sem-cabeça Mula-sem-cabeça: várias versões da lenda
 
Introdução 
Esta é uma das lendas mais conhecidas do folclore brasileiro. Ela povoa o imaginário, principalmente das pessoas que habitam regiões rurais do nosso país. Este personagem folclórico é uma mula sem a cabeça e que solta fogo pelo pescoço. 
De acordo com a lenda, a mula-sem-cabeça costuma correr pelas matas e campos, assustando as pessoas e animais.
Várias versões da lenda

Existem várias explicações para a origem desta lenda, variando de região para região. Em alguns locais, contam que a mula-sem-cabeça surge no momento em que uma mulher namora ou casa com um padre. Como castigo pelo pecado cometido, transforma-se neste ser monstruoso.
Em outras regiões, contam que, se uma mulher perde a virgindade antes do casamento, pode se transformar em mula-sem-cabeça. Esta versão está muito ligada ao controle que as familias tradicionais buscavam ter sobre os relacionamentos amorosos, principalmente das filhas. Era uma forma de assustar as filhas, mantendo-as dentro dos padrões morais e comportamentais de séculos passados.

Existe ainda outra versão mais antiga e complexa da lenda. Esta, conta que num determinado reino, a rainha costuma ir secretamente ao cemitério no período da noite. O rei, numa determinada noite, resolveu segui-la para ver o que estava acontecendo. Ao chegar ao cemitério, deparou-se com a esposa comendo o cadáver de uma criança. Assustado, soltou um grito horrível. A rainha, ao perceber que o marido descobrira seu segredo, transformou-se numa mula-sem-cabeça e saiu galopando em direção à mata, nunca mais retornando para a corte.
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- A Mula-sem-cabeça
  Autor: Brandão, Toni
  Editora: Studio Nobel
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas do Brasil
- A mula-sem-cabeça e as noites em luar
  Autor: LUFE
  Editora: Leitura
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Infanto-Juvenil, Lendas
- Casamento do boitatá com a mula-sem-cabeça
  Autor: Santos, José
  Editora: Lazuli
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Poesia, Infanto-Juvenil



Cantigas de Roda - Cirandas
O que são as cantigas de roda, cirandas, músicas infantis, exemplos, folclore brasileiro,
caranguejo peixe é, atirei o pau no gato, capelinha de melão, escravos de Jó, ciranda cirandinha
cantigas de roda - cirandas Cantigas de roda: música infantil com coreografia
 
Introdução 
As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas são brincadeiras que consistem na formação de uma roda, com a participação de crianças, que cantam músicas de caráter folclórico, seguindo coreografias. São muito executadas em escolas, parques e outros espaços frequentados por crianças. As músicas e coreografias são criadas por anônimos, que adaptam músicas e melodias. As letras das músicas são simples e trazem temas do universo infantil.
Alguns exemplos de cantigas de roda:
Capelinha de melão
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João! 
Caranguejo 
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!
Atirei o pau no gato
Atirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 
Ciranda cirandinha
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem tres filhas
Todas tres por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar
Escravos de Jó
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.
Peixe vivo
Como pode o peixo vivo
Viver fora da água fria
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Por me verem assim chorando
Por me verem assim chorando
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
A canoa virou
A Canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa da (nome da pessoa)
Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava a (nome da pessoa)
Do fundo do mar
Siri pra cá
Siri pra lá
(Nome da Pessoa) é bela
E quer casar
 
 
 
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Veja também:
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Bibliografia indicada:
- Cantigas de Roda
  Autor: Blu Editora
  Editora: Blu Editora
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Cantigas
- Acompanhe a Banda (Coleção Cantigas de Roda)
  Autor: Eko Editora
  Editora: Eko
  Temas: Folclore, Cultura Popular
- Brinquedos e Cantigas de Roda
  Autor: Manfredini, Maria de Fátima Ramia
  Editora: Jac
  Temas: Folclore, Cultura Popular





Danças Folclóricas do Brasil
O que são
danças folclóricas, coreografia, músicas, instrumentos musicais, história, principais danças, aspectos culturais
Dança Folclórica Maracatu: dança folclórica típica de Pernambuco
 
Introdução 
As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.
Principais danças folclóricas do Brasil

Samba de Roda

Estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgiu no estado da Bahia, no século XIX. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.

Maracatu

O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás).

Frevo

Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.

Baião

Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. A dança ocorre em pares (homem e mulher) com movimentos parecidos com o do forró (dança com corpos colados). O grande representante do baião foi Luiz Gonzaga.

Catira

Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos.

Quadrilha

É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.
 
 
 
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Veja também:
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Bibliografia indicada:
- Arranjos e Músicas Folclóricas
  Autor: Toni, Flávio Camargo
  Editora: Lua Music
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Música Folclórica
- Cem Melodias Folclóricas - Documentário Musical
  Autor: Araújo, Alceu Maynard
  Editora: Martins Editora
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Música, Artes
- Dicionário das manifestações folclóricas de Pernambuco
  Autor: Coimet, Yracilda Farias
  Editora: UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
  Temas: Folclore Brasileiro, Cultura Popular




Lenda do Negrinho do Pastoreio 
Origem da lenda do Negrinho do Pastoreio, personagem do folclore brasileiro, escravidão, cultura popular
Negrinho do Pastoreio Negrinho do Patoreio: uma lenda da época da escravidão
 
Introdução 
O Negrinho do Pastoreio é uma lenda do folclore brasileiro surgida no Rio Grande do Sul. De origem africana, esta lenda surgiu no século XIX, período em que ainda havia escravidão no Brasil. Esta lenda retrata muito bem a violência e injustiça impostas aos escravos.
A lenda 
De acordo com a lenda, havia um menino negro escravo, de quatorze anos, que possuía a tarefa de cuidar do pasto e dos cavalos de um rico fazendeiro. Porém, num determinado dia, o menino voltou do trabalho e foi acusado pelo patrão de ter perdido um dos cavalos. O fazendeiro mandou açoitar o menino, que teve que voltar ao pasto para recuperar o cavalo. Após horas procurando, não conseguiu encontrar o tal cavalo. Ao retornar á fazenda foi novamente castigado pelo fazendeiro. Desta vez, o patrão, para aumentar o castigo. colocou o menino pelado dentro de um formigueiro. No dia seguinte, o patrão foi ver a situação do menino escravo e ficou surpreso. O garoto estava livre, sem nenhum ferimento e montado no cavalo baio que havia sumido. Conta a lenda que foi um milagre que salvou o menino, que foi transformado num anjo.

Objetos perdidos 
O Negrinho do Pastoreio é considerado, por aqueles que acreditam na lenda, como o protetor das pessoas que perdem algo. De acordo com a crença, ao perder alguma coisa, basta pedir para o menino do pastoreio que ele ajuda a encontrar. Em retribuição, a pessoa deve acender uma vela ao menino ou comprar uma planta ou flor.
 
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- Negrinho do Pastoreio
  Autor: Carvalho, Hedy
  Editora: Martins Livreiro
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas Brasileiras
- O Negrinho do Pastoreio
  Autor: Jaeger, Clarice
  Editora: Shinseken Brasil
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas
- O Negrinho do Pastoreio
  Autor: Rosa, Rodrigo
  Editora: Zero Hora Editora
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas



Brincadeiras do Folclore
Principais brincadeiras do folclore brasileiro, jogos folclóricos, brinquedos do folclore
brincadeiras do folclore Brincadeiras do folclore brasileiro: diversão e tradição
 
O que são
Além dos contos, danças, festas e lendas, o folclore brasileiro é marcado pelas tradicionais brincadeiras. As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.
Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.

A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.

Jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:

- Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.
- Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos). 
- Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa  ter que fazer o mesmo.
- Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base. 
- Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.
- Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.
- Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.
 
 
 
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Saiba mais
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Bibliografia indicada:
- Vem brincar com a gente
  Autor: Uehara, Helena M.
  Editora: Idéia Escrita
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Brincadeiras Populares
- Coisas do Folclore
  Autor: Albissú, Nelson
  Editora: Cortez
  Temas: Folclore, Cultura Popular




Folguedos
O que são Folguedos, principais folguedos populares, folclore brasileiro, folguedos natalinos, folguedos folclóricos
Reisado, folguedo folclórico Reisado: exemplo de folguedo folclórico típico do Nordeste
 
O que são
Os folguedos são festas de caráter popular cuja principal característica é a presença de música, dança e representação teatral. Grande parte dos folguedos possui origem religiosa e raízes culturais dos povos que formaram nossa cultura (africanos, portugueses, indígenas). Contudo, muitos folguedos foram, com o passar dos anos, incorporando mudanças culturais e adicionando, às festas, novas coreografias e vestimentas (máscaras, colares, turbantes, fitas e roupas coloridas). Os folguedos fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. Embora ocorram em quase todo território brasileiro, é no Nordeste que se fazem mais presentes.

Os principais folguedos da cultura popular brasileira são:

- Afoxé: dança-cortejo, típica da Bahia, e ligada aos rituais do candomblé.

- Bumba-meu-boi: típico folguedo da região Nordeste do Brasil. Possui uma miscigenação de elementos culturais africanos, portugueses e indígenas. Ocorre entre o mês de novembro até 6 de janeiro. Sua coreografia consiste em danças de rua, onde um homem veste-se de boi e comanda as coreografias.

- Caboclo: danças que representam a cultura indígena. Folguedo muito comum em Pernambuco e Paraíba.

- Cavalhada: típica das regiões Sudeste e Centro-oeste do Brasil. Os cavaleiros representam, em suas coreografias, as batalhas medievais entre cristãos e muçulmanos.

- Congada: espécie de dança-cortejo, ocorre em diversas regiões do Brasil. Representam a coroação dos antigos reis do Congo (África).

- Folia-de-reis: dramatização de rua em que é representada a viagem bíblica dos três reis magos. Ocorre entre o Natal e o dia 6 de janeiro (Dia de Reis).

- Maracatu: dança-cortejo típica de Pernambuco, ocorre no período do Carnaval. A dança ocorre ao som de zabumbas, conguês e taróis.

- Marujada: encenação nordestina que representa a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na Idade Média e também as conquistas marítimas européias dos séculos XV e XVI. Os personagens vestem-se com trajes de marinheiros, cristãos ou muçulmanos. Pandeiros, violões e outros instrumentos acompanham a encenação.

- Pastoril: encenação cujo tema principal é o aviso que o anjo Gabriel dá sobre o nascimento de Jesus Cristo. Típico da região Nordeste, os participantes dançam e cantam nas ruas. Meninas, enfeitadas com fitas e tocando pandeiro, dividem-se em dois cordões (azul e vermelho) e são acompanhadas por um grupo musical.

- Reisado: comum no Nordeste, este folguedo baseia-se na encenação do Natal. Os participantes, cantando e dançando, desfilam pelas ruas da cidade pedindo donativos. Os participantes usam roupa coloridas, fitas e chapéus. Em algumas regiões, integrantes usam figurinos representando reis, palhaços e estrela.
 
 
 
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Veja também:
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Bibliografia indicada:
- Folias e Folguedos do Brasil
  Autor: Drozina, Regina / Reis, Inimar dos
  Editora: Paulinas
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Festas folclóricas
- Folguedos Populares do Brasil
  Autor: Lima, Rossini Tavares de
  Editora: Ricordi do Brasil
  Temas: Folclore, Cultura Popular, festas Folclóricas
- Os sons dos negros no Brasil: cantos, danças, folguedos
  Autor: Tinhorão, José Ramos
  Editora: 34
  Temas: Folclore, Cultura Popular



Lenda da Cuca 
Origem da lenda da Cuca, personagem do folclore brasileiro, características, popularização, música
Cuca Cuca: uma conhecida personagem do folclore brasileiro  
Quem é e origem da Cuca
A Cuca é uma importante e conhecida personagem do universo do folclore brasileiro. É representada por uma velha, com cabeça de jacaré, que possui uma voz assustadora. De acordo com a lenda, a Cuca assusta e pega as crianças que não obedecem seus pais.

Acredita-se que esta lenda tenha surgido na Espanha e Portugal, onde tem o nome de "Coca". Neste país, ela era representada por um dragão que havia sido morto por um santo. A figura aparecia principalmente nas procissões. A lenda teria chegado ao Brasil junto com os portugueses durante o período da colonização.

Ao chegar ao Brasil, a figura da Cuca passou a ser representada, em muitas regiões, como uma velha brava com cabelos compridos e desgranhados, semelhante a uma bruxa.


Popularização

Foi nas obras do escritor brasileiro Monteiro Lobato que a personagem Cuca ganhou popularidade. No "Sitio do Pica-pau amarelo", transformado em série de televisão no final dos anos 70 e começo dos 80, a Cuca passou a ser conhecida nos quatro cantos do país. Na Tv, a Cuca era uma espécie de jacaré bípede com cabelo amarelo e uma voz horripilante, que tinha a ajuda do saci-pererê. Malvada, morava num lugar escuro (caverna) onde, como se fosse uma bruxa, ficava fazendo poções mágicas. 
Música da Cuca (Cássia Eller)
Esta música foi criada para o personagem da Cuca na série de TV "Sítio do Pica-Pau amarelo", transmitida pela Tv Globo.
Cuidado Com a Cuca
Que a Cuca te pega
Te pega daqui, Te pega de lá

A Cuca é malvada
E se fica irritada
A Cuca zangada
Cuidado com ela
A Cuca é matreira

E se fica zangada
A Cuca é danada
Cuidado com ela
Cuidado com a Cuca
Que a Cuca te pega
Te pega daqui, Te de lá
A Cuca é malvada
E se fica irritada
A Cuca zangada
Cuidado com ela.

Cuidado com a Cuca
Que a Cuca te pega
A Cuca é danada
Ela vai te pegar



Curiosidade:

- Na língua tupi a palavra Cuca significa tragar ou engolir de uma vez só.
- Na região sul do Brasil, a palavra Cuca é também usada como nome de uma torta ou bolo doce de frutas.
 
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- O feitiço da Cuca
  Autor: Lobato, Monteiro
  Editora: Globo
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas
- Cuca, a bruxa do capoeirão
  Autor: Lobato, Monteiro
  Editora: Globo
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas e Contos
- Cuca
  Autor: Antunes, Maria Fernanda
  Editora: FTD
  Temas: Folclore, Cultura Popular




Lenda do Corpo-Seco 
Origem da lenda do Corpo-Seco, personagem do folclore brasileiro, lenda, surgimento
 Corpo-Seco: uma assombração que ataca nas estradas
 
Origem e o que é 
O corpo-seco é um personagem do folclore brasileiro comum no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e região Centro-Oeste. De acordo com a lenda, o corpo-seco foi um homem muito malvado que vivia prejudicando as pessoas. Era tão ruim que maltratava e batia na própria mãe.
A lenda do corpo-seco 
Após sua morte, de acordo com a lenda, ele foi rejeitado por Deus e até pelo diabo. Até mesmo a terra, onde havia sido enterrado, o expulsou. Com o corpo em estado de decomposição teve que sair de seu túmulo. Começou a viver como alma penada, grudando nos troncos das árvores, que secavam quase que imediatamente.
Ele então passou a viver assombrando as pessoas nas estradas. De acordo com a lenda, quando uma pessoa passa na estrada o corpo-seco gruda em seu corpo e começa a sugar o sangue. A vítima da assombração pode morrer caso ninguém passe na estrada para salvá-la. 
O medo do corpo-seco

Muitas pessoas que acreditam em lendas e são supersticiosas tem medo de caminhar em estradas desertas do interior, pois acham que podem ser atacadas por esta assombração. Muitos pais e avós, moradores destas regiões, também contam esta lenda para as crianças para provocar medo e evitar que elas saiam sozinhas por regiões desconhecidas.
 
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- Medo? Eu, Hem?
  Autor: Acopiara, Moreira de
  Editora: Duna Dueto
  Temas: Folclore, Cultura Popular






Livros sobre Mitos e Lendas do Folclore Brasileiro
Indicação de livros sobre mitos e lendas do Folclore Nacional, indicação de leitura
 
Livros sobre Lendas do Folclore Brasileiro
Lendas Brasileiras
   Autor: Cascudo, Luis da Camara
   Editora: Global
Folclore Nacional I - Festas , Bailados , Mitos e Lendas
   Autor: Araújo, Alceu Maynard
   Editora: Martins Editora
Mitos e Lendas do Folclore Brasileiro
   Autor: Lomonaco, Marco Aurélio
   Editora: Ibrasa
Cultura Cabocla - Ribeirinha - Mitos, Lendas e Transculturalidade
   Autor: Fraxe, Therezinha J. P.
   Editora: Annablume
Lendas Brasileiras
   Autor: Cascudo, Luis da Camara
   Editora: Ediouro - RJ
Lendas do Índio Brasileiro
   Autor: Silva, Alberto da Costa e /
   Editora: Ediouro - RJ
O Boto - Coleção Histórias do Rio Moju
   Autor: Abramovich, Fanny
   Editora: FTD
O Boto Cor de Rosa - Coleção Na Ponta da Lingua
   Autor: Luna, Cristina
   Editora: Ao livro técnico - infantis
A Lenda do Saci-pererê em Cordel - Coleção Mistura Brasileira
   Autor: Haurélio, Marco
   Editora: Paulus
O Casamento do Boitatá com a Mula-sem-cabeça - E Outros Poemas de Amor
   Autor: Santos, José
   Editora: Nacional
Curupira e o Equilíbrio da Natureza - Coleção Viramundo
   Autor: Branco, Samuel Murgel
   Editora: Moderna
Curupiras, Sacis e Outras Criaturas Fantásticas das Florestas
   Autor: Sombra, Fábio
   Editora: Rocco
Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros - Coleção Indígenas
   Autor: Silva, Walde-mar de Andrade e
   Editora: FTD
Lendas e Fábulas do Folclore Brasileiro - volumes 1, 2 e 3
   Autor: Carrasco, Walcyr
   Editora: Manole
7 Lendas e Outras 70 Sabedorias do Folclore Brasileiro
   Autor: Prado, Zuleika de Almeida
   Editora: Mundo Mirim






Museus de Folclore Brasileiro
Indicação de Museus de Folclore, museus brasileiros, sites de museus
 
Livros sobre o Folclore
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
   Endereço: Rua do Catete, 179 e 181, Catete - Rio de Janeiro
   Fone: 21 2285-0441
   Site: http://www.cnfcp.gov.br/
Museu do Folclore
   Endereço: Av. Olivo Gomes s/n - Parque da Cidade Roberto Burle Marx - Santana - São José dos Campos - SP
   Fone: 012-3247302
   Site: http://www.sjc.com.br/museudofolclore/
Museu de História e Folclore "Maria Olímpia"
   Endereço: Rua David Oliveira, 420 - Olímpia -SP
   Fone: (17) 3281-6786
   Site: Museu de Folclore
CTM/ Museu do Folclore
   Endereço: Rua Camilo Prates, 137 – Centro - Montes Claros/ Minas Gerais
   Fone: (38) 3221-1178
   Site: Museu do Folclore


Matinta Pereira 
Lenda da Matinta Pereira, versões, folclore da Amazônia, quem é, lenda da Matinta
representação da Matinta Pereira Matinta Pereira: uma personagem do folclore amazônico brasileiro
 
Introdução 
A Matinta-Pereira, também conhecida como Mati-Taperê, é uma personagem do folclore da região norte do Brasil. É representada por uma mulher idosa e assustadora que veste uma roupa escura e velha. De acordo com a lenda, a Matinta passa as noites e madrugadas pelas ruas assoviando de forma estridente, amedrontando as pessoas.
A lenda da Matinta Pereira 
De acordo com a lenda, uma forma de não ser perturbado pela Matinta seria oferecendo a ela, no dia seguinte, algum tipo de alimento e tabaco (fumo). Desta forma ela deixaria de assustar as pessoas da casa, parando de assoviar. Caso contrário, ficaria assoviando todas as noites nas proximidades da casa.
Em algumas regiões do Norte do Brasil, a Matinta aparece com um pássaro escuro que a ajuda a assustar as pessoas, assoviando de forma assustadora e levando azar por onde passa. Em outras versões da lenda, ela possui a capacidade de se transformar em um pássaro.
Aprisionando a Matinta 
Diz ainda a lenda que, a única forma de aprisionar a Matinta é executando alguns rituais: enterrar no chão (local onde passa a Matinta), à meia-noite, uma tesoura aberta com um terço e uma chave. Quando a Matinta passar por cima ficará presa.
A Matinta Pereira, também chamada de Matinta Perera, é mais uma lenda do rico e interessante folclore da região amazônica brasileira. Foi possivelmente criado há muitos anos atrás e é passado de geração para geração até os dias de hoje.



Lenda da Gralha Azul 
Origem da lenda da Gralha Azul, lenda resumida, folclore paranaense, curiosidade
Gralha azul Gralha Azul: uma das mais importantes lendas do folclore paranaense
 
Introdução
A lenda da Gralha Azul é típica da região sul do Brasil, principalmente do estado do Paraná. A gralha azul é a ave replantadora da árvore símbolo do estado do Paraná: a araucária (tipo de pinheiro). De acordo com a lenda, a ave tem a missão divina de ajudar na disseminação desta árvore. Durante o outono, os bandos de gralhas azuis pegam os pinhões (frutos das araucárias) e os estocam no solo ou em pedaços de árvores apodrecidos no chão. Neste processo, favorecem o nascimento de novas árvores.
A lenda 
De acordo com a lenda, a muito tempo atrás, a gralha azul era apenas uma gralha parda, semelhante as outras de sua espécie. Mas um dia a gralha azul resolveu pedir para Deus lhe dar uma missão que lhe faria muito útil e importante. Deus lhe deu um pinhão, que a gralha pegou com seu bico com toda força e cuidado. Abriu o fruto e comeu a parte mais fina. A outra parte mais grodinha resolveu guardar para depois, enterrando a no solo. Porém, alguns dias depois ela havia esquecido o local onde havia enterrado o restante do pinhão.
A gralha procurou muito, mas não encontrou aquela outra parte do fruto. Porém, ela percebeu que havia nascido na área onde havia enterrado uma pequena araucária. Então, toda feliz, a gralha azul cuidou daquela árvore com todo amor e carinho. Quando o pinheiro cresceu e começou a dar frutos, ela começou a comer uma parte dos pinhões e enterrar a parte mais gordinha (semente), dando origem a novas araucárias. Em pouco tempo, conseguiu cobrir grande parte do Estado do Paraná com milhares de pinheiros, dando origem a floresta de Araucária. 
Quando Deus viu o trabalho da gralha azul, resolveu dar um prêmio a ela: pintou suas penas da cor do céu, para que as pessoas pudessem reconhecer aquele pássaro, seu esforço e dedicação. Assim, a gralha que era parda, tornou-se azul.

Curiosidade:

- A gralha azul é a mascote do Paraná Clube, importante time de futebol de Curitiba. A ave também aparece no escudo do time. 






Trava Línguas 
Saiba o que são e conheça os mais populares trava línguas do folclore brasileiro
 
trava línguas do folclore brasileiro Trava línguas: uma brincadeira com palavras e frases
 
O que são
Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

Exemplos de Trava Línguas (devem ser falados rapidamente sem pausas)
- Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.
- A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
- Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será. 
- Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
- Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.
- Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.
- O rato roeu a roupa do rei de Roma.
- Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.
- O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
- Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.
-Três pratos de trigo para três tigres tristes.
- Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
- Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
- Fala, arara loura. A arara loura falará.
- Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplizar, não haveria desconstantinoplizador que a desconstantinopllizasse desconstantinoplizadoramente.
- Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.
- A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
- "O tempo perguntou ao tempo, quando tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo, que não tinha tempo, de ver quanto tempo, o tempo tem."
- O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.



Lenda do Lobisomem 
Origem da lenda do Lobisomem, personagem do folclore brasileiro, lendas e mitos, características
lenda do Lobisomem Lobisomem: do folclore europeu para o Brasil
 
Introdução 
A lenda do lobisomem tem, provavelmente, origem na Europa do século XVI, embora traços desta lenda apareçam em alguns mitos da Grécia Antiga. Do continente europeu, espalhou-se por várias regiões do mundo. Chegou ao Brasil através dos portugueses que colonizaram nosso país, a partir do século XVI. Este personagem possui um corpo misturando traços de ser humano e lobo.
De acordo com a lenda, um homem foi mordido por um lobo em noite de lua cheia. A partir deste momento, passou a transforma-se em lobisomem em todas as noites em que a Lua apresenta-se nesta fase. Caso o lobisomem morda outra pessoa, a vítima passará pelo mesmo feitiço.

A lenda no Brasil 
No Brasil (principalmente no sertão), a lenda ganhou várias versões. Em alguns locais dizem que o sétimo filho homem de uma sucessão de filhos do mesmo sexo, pode transforma-se em lobisomem. Em outras regiões dizem que se uma mãe tiver seis filhas mulheres e o sétimo for homem, este se transformará em lobisomem. Existem também versões que falam que, se um filho não for batizado poderá se transformar em lobisomem na fase adulta.

Conta a lenda que a transformação ocorre em noite de Lua cheia em uma encruzilhada. O monstro passa a atacar animais e pessoas para se alimentar de sangue. Volta a forma humana somente com o raiar do Sol.

Curiosidade:

- De acordo com a lenda, um lobisomem só morre se for atingido por uma bala ou outro objeto feito de prata. 




Lenda da Iara 
Origem da lenda da sereia, personagem do folclore brasileiro, lenda da região amazônica, características
 Iara: uma lenda de origem indígena
 
Introdução 
Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro. De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos.
A lenda conta que a linda sereia fica nos rios do norte do país, onde costuma viver. Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto. As vítimas costumam seguir Iara até o fundo dos rios, local de onde nunca mais voltam. Os poucos que conseguem voltar acabam ficando loucos em função dos encantamentos da sereia. Neste caso, conta a lenda, somente um ritual realizado por um pajé (chefe religioso indígena, curandeiro) pode livrar o homem do feitiço.

Origem da personagem

Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira. Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa. Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Porém, o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. Como punição, Iara foi jogada no rio Solimões (região amazônica). Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.


Curiosidade:

- A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.
 
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- A Iara
  Autor: NESTROVSKI, ARTHUR ROSENBLAT
  Editora: FTD
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Contos e Lendas
- Iara, a bela do Lago
  Autor: LUFE
  Editora: Leitura
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Contos, Lendas





Lenda do Curupira
Origem da lenda do Curupira, características principais, defensor das florestas e animais, o que diz os mitos
 e lendas da floresta, folclore nacional, cultura popular do interior do Brasil
lenda do curupira  Curupira: um dos mais populares personagens do folclore brasileiro
 
Quem é o curupira 
O folclore brasileiro é rico em personagens lendários e o curupira é um dos principais. De acordo com a lenda, contada principalmente no interior do Brasil, o curupira habita as matas brasileiras. De estatura baixa, possui cabelos avermelhados (cor de fogo) e seus pés são voltados para trás.
O protetor das plantas e animais da floresta 
A função do curupira é proteger as árvores, plantas e animais das florestas. Seus alvos principais são os caçadores, lenhadores e pessoas que destroem as matas de forma predatória.
Para assustar os caçadores e lenhadores, o curupira emite sons e assovios agudos. Outra tática usada é a criação de imagens ilusórias e assustadoras para espantar os "inimigos da florestas". Dificilmente é localizado pelos caçadores, pois seus pés virados para trás servem para despistar os perseguidores, deixando rastros falsos pelas matas. Além disso, sua velocidade é surpreendente, sendo quase impossível um ser humano alcançá-lo numa corrida.
De acordo com a lenda, ele adora descansar nas sombras das mangueiras. Costuma também levar crianças pequenas para morar com ele nas matas. Após encantar as crianças e ensinar os segredos da floresta, devolve os jovens para a família, após sete anos.
Os contadores de lendas dizem que o curupira adora pregar peças naqueles que entram na floresta. Por meio de encantamentos e ilusões, ele deixa o visitante atordoado e perdido, sem saber o caminho de volta. O curupira fica observando e seguindo a pessoa, divertindo-se com o feito.
O Curupira existe na realidade? 
Não podemos esquecer que as lendas e mitos são estórias criadas pela imaginação das pessoas, principalmente dos que moram em zonas rurais. Fazem parte deste contexto e geralmente carregam explicações e lições de vida. Portanto, não existem comprovações científicas sobre a existência destas figuras folclóricas.




Lenda do Boitatá 
Origem da lenda do boitatá, personagem do folclore brasileiro, lenda, surgimento
boitatá Boitatá: a cobra de fogo do folclore brasileiro
 
Introdução 
Também conhecido como "fogo que corre", o boitatá, no folclore brasileiro, é uma grande cobra de fogo. Este bicho imaginário foi citado pela primeira vez em 1560, num texto do padre jesuíta José de Anchieta. Na língua indígena tupi, "mboi" significa cobra e "tata" fogo.
A lenda no Norte e Nordeste 
De acordo com a lenda, o boitatá protege as matas e florestas das pessoas que provocam queimadas. O boitatá vive dentro dos rios e lagos e sai de seu "habitat" para queimar as pessoas que praticam incêndios nas matas. De acordo com esta lenda, o boitatá possui a capacidade de se transformar num tronco de fogo.
A lenda no Sul 
Numa lenda do sul do Brasil, a explicação para o surgimento da cobra de fogo está relacionada ao dilúvio (história bíblica que fala sobre a chuva que durou 40 dias e 40 noites). Após o dilúvio, muitos animais morreram e as cobras ficaram rindo felizes, pois havia alimento em abundância. Como castigo, a barriga delas começou a pegar fogo, iluminando todo o corpo.
Explicação científica:

- Pesquisadores afirmam que esta lenda está associada aos incêndios, que ocorrem espontaneamente em função da queima de gases oriundos da decomposição de material orgânico. 




Lenda do Boto 
Origem da lenda do Boto, personagem do folclore brasileiro, folclore amazônico, cultura popular
lenda do boto cor-de-rosa Boto cor-de-rosa: uma lenda da época da escravidão
 
Introdução 
A lenda do boto tem sua origem na região amazônica (Norte do Brasil). Ainda hoje é muito popular na região e faz parte do folclore amazônico e brasileiro.
O que diz a lenda 
De acordo com a lenda, um boto cor-de-rosa sai dos rios nas noites de festa junina. Com um poder especial, consegue se transformar num lindo jovem vestido com roupa social branca. Ele usa um chapéu branco para encobrir o rosto e disfarçar o nariz grande. Com seu jeito galanteador e falante, o boto aproxima-se das jovens desacompanhadas, seduzindo-as. Logo após, consegue convencer as mulheres para um passeio no fundo do rio, local onde costuma engravidá-las. Na manhã seguinte volta a se transformar no boto.

Cultura popular:

- Na cultura popular, a lenda do boto era usada para justificar a ocorrência de uma gravidez fora do casamento.

- Ainda nos dias atuais, principalmente na região amazônica, costuma-se dizer que uma criança é filha do boto, quando não se sabe quem é o pai.

No cinema

- A lenda do boto foi transformada num filme em 1987. Com o título de Ele, o boto, o filme tem no elenco Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss e Ney Latorraca. A direção é de Walter Lima Junior.
 
 
 
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Leia sobre:
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Bibliografia indicada:
- O boto cor-de-rosa
  Autor: Luna, Cristina
  Editora: Ao Livro Técnico
  Temas: Folclore, Cultura Popular, Lendas da Amazônia
- O Boto
  Autor: Brandão, Toni
  Editora: Studio Nobel
  Temas: Folclore da Amazônia, Cultura Popular
- O Boto
  Autor: Abramovich, Fanny
  Editora: FTD
  Temas: Folclore, Cultura Popular








Livros sobre o Folclore 
Indicação de livros sobre o Folclore, bibliografia sobre lendas e mitos do folclore brasileiro
 
Livros sobre o Folclore
O Mais Misterioso do Folclore
   Autor: Garcia, Luciana
   Editora: Caramelo
O Mais Legal do Folclore
  
Autor: Garcia, Luciana
   Editora: Caramelo
Meu Livro de Folclore
   Autor: Azevedo, Ricardo
   Editora: Ática
O Mais Assustador do Folclore - Monstros da Mitologia Brasileira
   Autor: Garcia, Luciana
   Editora: Caramelo
Folclore Brasileiro - Coleção Almanaque Sítio
   Autor: Gianella Junior, Fúlvio
   Editora: Globo Editora
Armazém do Folclore
   Autor: Azevedo, Ricardo
   Editora: Ática
Lendas e Fábulas do Folclore Brasileiro - volumes 1, 2 e 3
   Autor: Carrasco, Walcyr
   Editora: Manole
Antologia do Folclore Brasileiro - volumes 1 e 2
   Autor: Cascudo, Luis da Câmara
   Editora: Global
Cultura Popular e Folclore na Educação - Brincadeiras , Artesanato , Superstições e Músicas
   Autor: Pereira, Natividade
   Editora: Paulinas
Dicionário do Folclore Brasileiro
   Autor: Cascudo, Luis da Câmara
   Editora: Ediouro
7 Lendas e Outras 70 Sabedorias do Folclore Brasileiro
   Autor: Prado, Zuleika de Almeida
   Editora: Mundo Mirim
O que e Folclore - Coleção Primeiros Passos
   Autor: Brandao, Carlos Rodrigues
   Editora: Brasiliense
Coisas do Folclore
   Autor: Albissu, Nelson
   Editora: Cortez
Dinâmica do Folclore
   Autor: Carneiro, Edison
   Editora: Wmf Martins Fontes
Folclore e Mudança Social na Cidade de São Paulo
   Autor: Fernandes, Florestan
   Editora: Wmf Martins Fontes
As 100 melhores lendas do folclore brasileiro
   Autor: Franchine, A. S
   Editora: L&PM Editores
 
 
 
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